sábado, julho 19, 2008

Matando Saudades

Caros Leitores.

Voltemos um pouco ao passado para vivermos duas vezes através das fotografias do acervo de Antônio Gebhardt.
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Foto n° 1 – Vista parcial da Praça Manoel Bonito. Década de 60.

Vê-se de cima do para-peito parte da bela fonte luminosa. A bonita e conservada arborização.

Bancos nos caminhos embelezando a praça. Belos coqueiros. O obelisco em que se encontrava o relógio marca “Norma” bem a esquerda. No plano de fundo, o prédio do Pálace Hotel e do Cine Rex, podendo se ver o luminoso do mesmo.

Várias gerações desfrutaram da beleza desta que foi a mais bela praça de Araguari, marcada pela fonte luminosa, pelo coreto e pelos canteiros floridos de “beijos”. Local de lazer das famílias.

À noite, ponto de encontro de namorados, assim como início de muitos.
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Foto n° 2 – Década de 60. Local, saudosa e inesquecível Praça Manoel Bonito.

Foto de outro ângulo. Tirada do sobrado da esquina da Av. Tiradentes. Observem os vários e agradáveis caminhos que compunham a velha praça.

Toda iluminada com postes-colunas de ferro fundido, tendo ao topo, um globo de iluminação.

Podemos ver os bancos cercados da planta “Beijo”. As arvores que produziam frutos com uma casca dura que após secas, abriam-se mostrando as sementes.

Vemos o obelisco com o relógio marca “Norma” (ficou gravada a marca em nossa memória, pelo fato de nosso pai ter um relógio de pulso da mesma marca presente que foi da Cia. Prada de Eletricidade pelos 25 anos de serviços completados na época).

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Ao fundo o majestoso Pálace Hotel, tendo ao lado o Cine Rex. Na esquina, a Casa Verde. Defronte, o edifício J.P. Logo acima o prédio dos irmãos Barbosa, onde funcionou o Banco do Brasil, hoje um templo evangélico. Velhos tempos. Quantas saudades.
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Foto n° 3 – Praça Manoel Bonito na década de 50.

Tirada à noite, já mostrando a magnífica iluminação de então. As claridades no alto, são dos luminosos do Cine Rex e dos Chapéus Prada, sobre o Edifício J.P.

Para a época, uma das belezas da cidade. Ponto de encontro das famílias araguarinas. Ponto inesquecível com a Banda de Música Santa Cecília, cujo o então Juiz de Paz, Odilon Vicente Pereira, era o Diretor.

São muitas coisas para se lembrar.
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Foto n° 4 – Década de 50. Podemos ver a Cadeia Pública, hoje Casa da Cultura Professor Abdala Mameri.

Defronte o Posto Texaco do senhor Wilson Rodrigues da Cunha, hoje em Brasília. Logo acima da Casa da Cultura, as oficinas de Petrônio Acioly e Cia. Ltda., revendedores Chevrolet.

Acima a casa do senhor Manoel Assis Pereira, lá até hoje intacta, como era. Na esquina o antigo Hotel Globo da família de Paulo de Jesus, contador dos Irmãos Marques.

O prédio da Pensão dos Viajantes ao lado, vindo depois o Posto de Gasolina do saudoso senhor Paulo Jorge Zacharias, falecido em acidente de carro na Rua Joaquim Barbosa, na década de 60.

Podemos ver o calçamento das ruas Brasil Acioly e então rua Goiás, com a presença de um carro Ford 41. Haja coração para os que viveram em plenitude total a bela época.
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Foto n° 5 – Voltamos à Praça Manoel Bonito.

A foto tirada do alto da Igreja Presbiteriana. Esta já na década de 60 passando para a de 70. Vemos a bela praça, suas árvores, seus canteiros.

Vemos inclusive em baixo à direita, carros de praça, táxis. Eram do Ponto de Táxi Adorado São João, hoje na Praça Getúlio Vargas.

Ele ficava em frente ao Bar São João, depois Bar Serrot, do saudoso Torres (vejam que Serrot vem a ser Torres ao contrário).

O Pálace Hotel em destaque, assim como o Cine Rex, a casa verde da esquina, o edifício J.P., o Banco do Brasil, ao fundo o Edifício Zacharias.

Podemos observar a rua Cel. Lindolfo França, após abertura, da construção da travessa São Bento (Rua Marta Rocha por ser em curva).

Lá no alto, vemos a casa do saudoso senhor Sebastião César, então Presidente do Fluminense Futebol Clube, assim como outras moradias ainda existentes.

Vemos também à esquerda, o Colégio Sagrado Coração de Jesus. Beleza total. Coisas raras. Matando as saudades.
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Foto n° 6 – Rua Ruy Barbosa.

Foto tirada da esquina da Rua Rodolfo Paixão, direção Marciano Santos. Década de 50. Vemos à direita o Café Tip Top, do falecido Welson Perdiz e seus irmãos.

Logo em seguida, o prédio que abrigava as instalações de Orsi – Caça e Pesca e Artigos em geral.

O senhor Jaime Orsi, mantinha o slogan de propaganda da seguinte forma: Orsi, Não Faz Propaganda. Era um charme. Na parte superior apartamento residencial.

Hoje óticas e lojas várias. Vem após, a Feira das Louças, do saudoso Odilon Rolo. Lojas a seguir, estando também a residência do senhor de saudosa memória, Carlos Guimarães, foi Juiz de Paz.

Lá na esquina, a loja do saudoso Sarkis Manourkian, depois o mesmo construiu o prédio onde funcionou a Soberana por longos anos. Hoje todo reformado uma moderna loja.
Antes da Soberana, tínhamos a Casa Tem Tem, do Rabib Porto, totalmente destruída em um incêndio, assim como as lojas ao lado. Era a Mina de Ouro, do falecido Felício de Lúcia. Após a rua Marciano Santos, várias residências.

Pela esquerda, vemos o prédio do senhor Hermínio Carraro, com a famosa e inesquecível Casa Radio sob seu apartamento onde reside até hoje.

Ele era revendedor dos produtos Frigidaire. Seguindo, temos a livraria A Escolar, em prédio das irmãs Mordente. A Sapataria Garotti, do Ivar Garotti, hoje de Fernando Araújo, e, a casa de peças de Petrônio Acioly e Cia. Ltda., hoje Casas Bahia.

Pela rua Ruy Barbosa, vemos uma carroça em trânsito, um carro Chevrolet 51 estacionado na esquerda e um Ford 41 à direita.

Adiante da Escolar, ficava a Instaladora, do Mário e do senhor Onesino Rodrigues da Cunha. Observamos vários transeuntes, o que prova o movimento intenso da época. Ah coração.
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Foto n° 7 – Majestoso prédio da Estrada de Ferro Goiás. Década de 50.

Observamos o sistema de postes com colunas para iluminação, com globos luminosos sobre os mesmos.

Os bancos para descanso dos viajantes e canteiros ainda por serem feitos. Calçamento em chão batido.

Hoje o maravilhoso Palácio dos Ferroviários, orgulho dos ferroviários e do povo araguarino.
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Foto n° 8 – Está aí, caros Leitores. A então maravilhosa esquina da rua Marciano Santos com a Av. Tiradentes.

À esquerda a casa do Cel. Marciano Santos, hoje Banco Real. Abaixo casas comerciais da década de 50. Na esquina da Ruy Barbosa, o prédio, sendo em baixo um bar, e na parte superior, a sede da Liga Araguarina de Futebol.

Que belo Chevrolet 51 sob pela rua chegando na esquina da avenida. Observem o calçamento, tanto da rua, como da avenida. Vejam que a Tiradentes possuía canteiros, e, neles os postes de ferro fundido com uma luminária grande central e sobre o braço do mesmo, duas pequenas laterais, uma de cada lado. Era lindo e aconchegante.

Pela direita vemos esquina de cima da Agência Ford, de José Pereira França e Cia. Ltda., Onde hoje é a Farmácia São Sebastião, era o Posto de Gasolina. Onde funciona a Buggy Equipamentos era a casa de peças e equipamentos. Na parte superior residia o senhor Geraldo França.

Na esquina de baixo, a casa do Dr. José Jehovah Santos. Morou nela também o senhor Bernardino, além de outros ocupantes. Foi o Relicário. Hoje demolida a casa, sendo em seu lugar construído em grande edifício.

Lá na esquina de baixo, a Casa Patrícia, no apartamento a residência da senhora Mariinha Acioly. Várias lojas ali se estabeleceram, sendo a última a Livraria São José. O prédio foi demolido e em seu lugar estão as Casas Bahia. Um tempo lindo que se foi.
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Foto n° 9 – Estamos agora na Rua Dr. Afrânio. Década de 50.


Pela esquerda vemos a Casa Nova do senhor Berberian, a tabuleta da Esportiva Calçados, dos senhores Romildo Spotto e João Rezende.

O prédio demolido da Farmácia Nogueira e residência do senhor Achileu Nogueira não aparece, porém em seguida, o Patrimônio Histórico e Culturas de Araguari, o prédio da extinta Cia. Prada de Eletricidade quando aqui chegamos em 1949. Nosso pai era Gerente da empresa.

Logo após, instalações de um bar com salão de sinuca. Era do senhor Adelino Povoa. O encarregado era o Barbosa, que depois foi inspetor de alunos do Colégio Estadual.

Foto Geraldo vem a seguir, naquelas portas seguintes. Vemos A Ideal, do senhor Antônio Tomé. A residência e loja do senhor Américo Damião, e, o prédio do Banco Hipotecário e Agrícola de Minas Gerais.

Do outro lado da esquina, a Casa Santo Agostinho, as residências dos Ferreira Alves, o Foto Gebhardt, na esquina da Praça da Matriz, o outro bar do senhor Adelino Povoa, e lá no fundo a imponente Casa Paroquial.

Pela direita o prédio onde funcionou a Farmácia e Drogaria do Povo. Posteriormente as instalações da A Mineira. Em cima, apartamento residencial e o consultório dentário do Dr. Rubens Douat.

Vemos um pedaço do Bar Brasil, do saudoso Cabrito. Seguindo, as instalações da Casa dos Ferros, materiais para construção. Logo após, o prédio onde funcionava na parte térrea o Armazém Central, dos senhores Olímpio Ferreira da Silva e Vicente França.

O Rivalino da padaria, era o entregador de compras do mesmo em domicílio. Na parte superior, a sede social do Fluminense Futebol Clube. Seguindo, a residência do senhor Delermando Cardoso, hoje o Edifício Araguari. Ao seu lado, a Casa Garoto, do saudoso senhor Carlos Alves de da senhora Imirene.

Na esquina vem o J. Porto, loja de tecidos, hoje a Achimaq. A seguir vemos o Cartório de Protestos do senhor Dickson Machado, a residência do senhor Benedito Coutinho e sua sapataria e selaria na esquina da Praça da Matriz.

Observem caros Leitores, o grande movimento da época. Bicicletas, motocicletas, carros, e transeuntes. Vemos que a rua era mão dupla.

Estacionado indo, um Ford 40. Vindo, um Ford 41. Uma camioneta Studebaker atravessada e já um Dodg4 51 cortando a esquina. Não citamos as pessoas nominalmente pelo fato de na época termos 8 anos de idade.

Observem a iluminação da rua. Era em cabos de energia cortando a rua com uma luminária afixada pendurada.

Tempos idos, tempos vividos.

Era o que tínhamos.
Que Deus nos abençoe.
Um abraço.

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